'História do cerco de Lisboa' entre as três estreias de quarta-feira em Almada

A “História do cerco de Lisboa”, a partir da obra homónima de José Saramago, é uma das três peças que se estreiam quarta-feira, em Almada, no segundo dia do 34.º Festival de Teatro.
 
Com dramaturgia e encenação de José Gabriel Antuñano e Ignacio García, respetivamente, trata-se da peça que o anfitrião do certame, a Companhia de Teatro de Almada (CTA), estreia, numa produção conjunta com a ACTA – Companhia de Teatro do Algarve (Faro), a Companhia de Teatro da Braga e o Teatro dos Aloés (Amadora).
 
Nesta peça, e além das personagens principais do romance original, José Gabriel Antuñano convocou o próprio autor para um diálogo com o revisor Raimundo, o protagonista da história.
 
O espetáculo - que mostra que “ler e pensar são os atos mais subversivos que se pode ter hoje em dia”, como o definiu na apresentação do festival o encenador Ignacio García – será representado, a partir das 21:30 de quarta-feira, no palco da sala principal do Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada, onde regressará no dia seguinte, às 19:00.
 
“História do cerco de Lisboa” estará depois em cartaz em todas as cidades onde as companhias coprodutoras estão instaladas, num total de 37 representações.
 
“Operários”, de Miguel Moreira e Romeu Runa, com que a Útero – Associação Cultural comemora os 20 anos de existência, e “Ela diz”, pelo Teatro da Garagem, com texto e encenação de Carlos Pessoa, são os outros espetáculos que se estreiam na uarta-feira, no âmbito do festival.
 
A criação de Miguel Moreira e Romeu Runa pode ser vista no Teatro-Estúdio António Assunção, em Almada, e a de Carlos Pessoa, no Teatro Taborda, em Lisboa, ambas às 21:30. A primeira repete na quinta-feira e no sábado, às 19:00, e na sexta-feira e no domingo, às 21:30; a segunda, na quinta, na sexta-feira e no domingo, às 21:30, e no sábado, às 14:00.
 
Além das três estreias, o segundo dia do Festival contempla ainda a apresentação de “Hedda Gabler”, de Henrik Ibsen, o espetáculo de honra com direção artística e conceito performativo da norueguesa Juni Dahr – que este ano orienta o curso “O sentido dos mestres”.
 
O Visjoner Teater regressa à Casa da Cerca/Centro de Arte Contemporânea para seis espetáculos, em três dias consecutivos, com duas representações diárias (às 15:00 e às 19:00), com a leitura que a criadora faz deste clássico de Ibsen, por ter sido o espetáculo eleito pelo público em 2016.
 
A decorrer até 18 de julho, em 14 espaços de Almada e Lisboa, o 34.º Festival de Almada inclui 44 produções de teatro, 27 delas de sala. Destas, 13 são portuguesas, entre as quais cinco estreias.

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